|
O governo moçambicano prepara-se para lançar novo concurso para a
exploração privada de algumas áreas da Reserva Especial de Maputo.
Num primeiro concurso lançado em Fevereiro último, apenas apareceram
dois concorrentes que não reuniam os requisitos necessários
(capacidade técnica e financeira), sendo por isso que foram
desqualificados.
A Reserva Especial de Maputo é uma das 200 zonas reconhecidas no mundo,
com maior biodiversidade, esta reserva está presentemente integrada no
IDEL/SDI (Social development Iniciative), desenvolvimento integrado que
envolve as regiões de Moçambique, Suazilândia e África do Sul, que são
abrangidos pela cadeia dos Ribombos. Com a entrada de privados, o
governo pretende dinamizar o turismo de selva em Moçambique.
Para este concurso, cujo lançamento poderá ocorrer entre Agosto e
Setembro, o governo vai desencadear um processo de sensibilização de
forma a motivar os potenciais investidores neste sector, uma vez
pensar-se que no primeiro concurso, alguns potenciais
investidores, eventualmente não terão se apercebido das
potencialidades existentes na reserva.
Além da Reserva Especial de Maputo, o governo moçambicano pretende
abrir a exploração, algumas áreas de Parque Trasnfronteiriço do
Grande Limpopo que, do lado moçambicano estende-se numa área calculada
em cerca de 10 000 quilómetros quadrados. Este parque também esta
ligado á República de África do Sul e o Zimbabwe.
O governo moçambicano pretende neste parque é a criação de estancias
turísticas de diferentes categorias e com uma capacidade de alojamento
de cerca de 2.300 camas.
Entretanto, sobre a Reserva Especial de Maputo, um dos principais critérios
de avaliação que foi tomado em conta no primeiro concurso é a
capacidade técnica dos investidores, aliada á sua capacidade
financeira.
PARQUE
NACIONAL DO LIMPOPO.
ACTIVIDADES TURÍSTICAS COMEÇAM
ESTE ANO.
Espera-se
que as primeiras actividades de turismo no Parque Nacional de Limpopo
iniciam ainda este ano, com o apuramento dos primeiros quatros operadores
para as áreas de Safari 4x4 e caminhadas ecológicas. No entanto o
processo de selecção dos operadores para a exploração deste tipo de
turismo esta quase pronto, esperando-se que as primeiras actividades
estejam já no terreno até finais deste ano.
O lançamento das primeiras actividades de turismo decorre em paralelo com
outras actividades, com a conclusão do plano de turismo para aquela área
e o reassentamento de perto de seis mil pessoas que se encontram ao longo
da bacia de Shinguédzi.
Os
primeiros operadores, num número inicial de quatro, deverão incidir as
suas actividades na área do santuário de fauna criado no parque, onde já
foram introduzidos perto de dois mil animais no âmbito do esforço de
repovoamento da população animal naquele parque.
No
lançamentos das primeiras actividades turísticas neste parque, a
perspectiva é que 115 pessoas estejam presentes, número que deverá
subir ao longo do tempo, até atingir perto de 200 no período de pico.
MAIS MIL ANIMAIS SERÃO TRANSLOCADOS PARA O PARQUE NACIONAL DE LIMPOPO.
As autoridades do “Kruger Nacional Park”, na África do Sul, o do
Parque Nacional do Limpopo, em Moçambique, vão retomar nos princípios
de Julho, a translocação de mais mil animais para o território moçambicano,
no âmbito da iniciativa de Grande Parque Transfronteiriço do Limpopo (GPTL).
Esta será a terceira operação de translocação efectuada depois que
teve início, no inverno de 2002, q que já permitiu a introdução no
Parque Nacional do Limpopo de pouco mais de 2200 animais.
Na
translocação destes animais, tal como aconteceu nas outras vezes, serão
priorizadas espécies de animais como zebra, impala, cudos, girafas, entre
outros de pequeno porte. A translocação de elefantes, que normalmente
tem acompanhado este processo, não vai constituir prioridade, senão em
casos de grandes eventos.
O
primeiro animal a ser translocado para o território nacional foi
precisamente o elefante, associado ao simbolismo que aquele paquiderme
representa na selva.
|