Mobilização Comunitária nas Áreas de Conservação Trans-Fronteiriça

Com a vista a minimizar os conflitos com as comunidades locais as entidades implementadoras das Áreas de Conservação Transfronteiriça têm estado empenhadas em grandes esforços de mobilização comunitária.
As acções levadas acabo na mobilização comunitária estão viradas à delimitação das terras comunitárias e criação de comités de gestão comunitária; elaboração de planos de maneio; sensibilização e assistência comunitária; estabelecimento e consolidação dos conselhos locais; esclarecimentos mais adequados sobre a legislação de terras, cursos de capacitação em maneio de ecossistemas; identificação e exploração de pequenos projectos de rendimento (mel, artesanato, agricultura e pecuária); apoio e redução dos conflitos entre os Homens e os animais, Abertura de furos de água para o bastecimento das populações; recrutamento e formação de fiscais localmente.
O Projecto das Áreas de Conservação Trans-Fronteiriça que desde 2001 é implementado pelo Ministério do Turismo é financiado pela Global Environment Facility (GEF) e administrado pelo Banco Mundial com o objectivo de integrar a conservação da
biodiversidade com o
desenvolvimento económico baseado no uso sustentável dos recurso florestais e faunísticos. 
A mobilização comunitária é parte integrante das quatro componentes do programa que envolve quatro parques transfronteiriço, nomeadamente a Área de Conservação Transfronteiriça dos Lubombos (Reserva Especial de Maputo, Corredor do Futi, Goba e a parte Marítima e Costeira-Ponta de Ouro), Área de Conservação Transfronteiriça de Limpopo (Parque Nacional do Limpopo, Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, Parque Nacional do Zinave, Parque Nacional de Banhine), Área de Conservação Transfronteiriça de Chimanimani) e a Área de Conservação Transfronteiriça do ZIMOZA (Moçambique, Zimbabwe e Zâmbia).