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Projectos e Investimentos

O Potencial Turístico

Moçambique oferece um potencial turístico muito diversificado ainda por explorar.
È um País com 800.000 Kilómetros quadrados com 2.500 Km de costa marítima. Portanto, um dos grandes potências turístico do País é uma variedade de praias, Ilhas e lagos atractivos do Norte ao Sul do País. Além disso, oferece muitas opções de safari nos 6 parques nacionais e 5 reservas nacionais como áreas de conservação para o desenvolvimento do eco-turismo.
Produto do processo da própria Histórica Universal, o País oferece uma miscelânea cultural da culinária Indo e afro-europeu do Norte ao Sul e da costa ao hinterland, que é um potencial do turismo cultural ainda por explorar.
O outro potencial em exploração está relacionado com a criação de parques subaquáticos ao longo da costa. Isto para explorar o turismo de mergulho não só para a apreciação da fauna marinha, mas também a gama de artefactos arqueológicos de navios naufragados ao longo da costa.
O potencial infra-estrutural de suporte ao potencial natural tem vindo a conhecer um
crescimento considerável, particularmente no que diz respeito aos Hotéis de Luxo e da primeira 

classe cuja capacidade de alojamento registou um aumento de 15,3% e 18,3%, respectivamente, entre 2000 e 2002. 

Os Mercados e a Concorrência

O sector do Turismo e Hotelaria é um dos ramos da economia moçambicana em franco crescimento mas que enfrenta uma concorrência regional e internacional muito forte.
O maior concorrente na região tem sido a África do sul. Por razões de ordem política o Zimbabwe tem estado mal a todos os níveis da sua economia incluindo o próprio turismo, daí que a sua capacidade concorrencial tenha reduzido significativamente nos últimos dois anos.
Excluindo o mercado interno, em termos de mercados internacionais e por obra do destino, a África do Sul, o nosso principal concorrente é também o nosso principal cliente turístico: 

  • 70,9% de turistas de lazer vêm da África do Sul. 
  • A prática do turismo por motivos de negócio e de visita é liderada pelos britânicos e pelos portugueses numa proporção de 10,9% e 6,5%, respectivamente. 

Em termos estruturais a proporção dos três tipos de turismo é de: 36% para o turismo de lazer; 44% de negócio e 20% para o de visitas. 
Na prática, o turismo moçambicano nos últimos 2 anos contou com 3 mercados principais: África do Sul, Grã-Bretanha e Portugal, o que é muito exíguo para as potencialidades naturais e o caracter hospitaleiro que o País oferece. 

Medidas Para o Incremento dos Índices de Crescimento do Turismo

  • Facilitação da entrada de turistas através da concessão de vistos nas fronteiras.
  • Promoção dos corredores de desenvolvimento com destaque para o Grande Parque Internacional do Limpopo (GPL). 
  • Revisão da Política e Estratégia da Política Nacional do Turismo.
  • Integração das Áreas de Conservação no Turismo para a diversificação do produto turístico nacional com a inclusão dos elementos fauna e flora.
  • Créditos com taxas de juro bonificadas a investidores privados no sector do turismo através do Fundo Nacional do Turismo.
  • Nova legislação que encoraja bastante o investimento privado.
  • Descentralização do sector através das Direcções Provinciais.
  • Desenvolvimento de infra-estruturas direccionados aos pólos de desenvolvimento turístico.
  • Criação da capacidade de formação em gestão hoteleira e turismo. Capacitação institucional.

Estágio e Atracção de Investimentos

Nos últimos 4 anos (1998-202) Moçambique tem registado oscilações no âmbito do Investimento. Entre 1998 e 1999 o número de projectos autorizados pelo governo estava registando um crescimento considerável. Passou de 209 em 1998 para 235 em 1999. 
As cheias vieram afectar este crescimento: em 2002 apenas foram 127 projectos que totalizaram um valor global estimado em USD 1,5 biliões. Sendo 37% de IDE (Investimento Directo Estrangeiro) e 3% de IDN (Investimento Directo Nacional.
Globalmente isto indica claramente que a economia de moçambicana está aberta ao investimento estrangeiro. Moçambique faz parte dos TOP 10 Países africanos que beneficiaram da recuperação do fluxo da entrada do IDE que a nível global se registou a partir de 2001.
No sector do turismo (a industria do séc. XXI face à sua rentabilidade e que no panorama das economias africanas está mais ou menos acima dos 50% das indústrias consideradas de grande potencial entre 2002-2003) Moçambique tem estado a apostar seriamente na atracção de investimentos neste sector da sua economia.
A indústria de hotelaria e turismo faz parte dos primeiros 5 sectores da economia nacional no âmbito da distribuição sectorial do número de projectos de investimento aprovados em 2002 tendo totalizado USD 24.743.538,00 (1,65% do total de investimentos) resultando na criação de 110 novos postos de trabalho (1,17% do total).

O Investimento Directo Estrangeiro

Entre 2000 e 2002 de número de projectos e do volume o investimento turístico em Moçambique é liderado pela África do Sul, Grã-Bretanha e Portugal. Um panorama que tem a ver com as próprias lógicas dos principais mercados turísticos do País.. 
Num total de 11 projectos aprovados, a África do Sul investiu USD 14.916.637,00. Enquanto que a Grã-Bretanha drenou ao País USD 11.150.000,00 num total de 4 projectos contra os USD 8.757.382,00 resultantes de 7 projectos de Portugal.

Apostas do Investimento Público na Promoção do Eco-turismo

  • Fazer da Reserva do Niassa e do Parque das Quirimbas destinos turísticos primários a nível internacional.
  • Desenvolver Nacala e a Ilha de Moçambique como grandes destinos do turismo cultural.
  • Desenvolver os Parques Nacionais de Gorongosa, Limpopo e de Bazaruto em destino turísticos regionais de referência internacional. 

Projectos de Investimento Turístico no Âmbito da Cooperação e Integração Regional

  • Assentam essencialmente nas Áreas de Conservação Transfronteiriça (ACT's).
  • Implementação oficial , a partir de 9 de Dezembro de 2002, do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL) entre Moçambique, África do Sul e Zimbabwe.
  • O PTGL terá uma área de 99.000 m2. Passa a ser um dos maiores Parques Mundiais.
  • Em Moçambique o parque vai incluir os parques Nacionais de Limpopo, Banhine e Zinave nas províncias de Gaza e Inhambane respectivamente. Construindo um corredor turístico do interior para as praias do Índico.
  • O segundo maior projecto a nível regional é a construçào da Áreas Transfronteiriça de Lubombo (Moçambique, África do Sul e Swazilândia) no quadro do Projecto IDEL (Iniciativa de Desenvolvimento Espacial dos Libombos).

Pontos Fortes Para Investir no Produto Turístico Moçambicano

  • Estabilidade política e militar.
  • 2500Km de costa para o desenvolvimento de várias actividades ligadas ao sector turístico
  • Ministério Dinâmico que Planifica e Executa as Políticas do Turismo.
  • Companhia aérea que faz voos regulares para as capitais provinciais, Europa e Johannesburg.
  • Companhia aérea de bandeira que tem acordos com outras companhias aéreas.
  • Produtos turísticos originais por explorar

Potencial para o Investimento do Turismo no Plano Económico Global

  • Projecto de Desenvolvimento do Corredor de Maputo que oferece grandes oportunidades para o aumento da capacidade de alojamento turístico e serviços similares e complementares. O projecto vai contribuir para uma maior atracção do mercado turístico regional.
  • Projecto Integrado do Vale do Zambéze com elevado potencial turístico, principalmente para o desenvolvimento do eco-turismo ao longo do Rio Zambeze, na Reserva de Marromeu, na Reserva de Gilé e na Albufeira de Cahora Bassa;
  • Promoção dos Corredores de Desenvolvimento de Nacala e de Ntwara os quais oferecem oportunidades para a implantação de hotéis, restaurantes e de outros serviços de turismo;
  • Programa de revitalização das áreas de conservação que cria oportunidades para o desenvolvimento de safaris nas zonas centro e norte do país, com particular ênfase ao Parque Nacional de Gorongoza e zona norte da província de Cabo Delgado; e
  • Criação de mecanismos que facilitem a livre circulação de pessoas entre os países da região, o que aumentará ao fluxo turístico vindo dos outros países para Moçambique.

Zonas Estratégias de Investimento Turístico

1.Zona costeira de Matutuine - Maputo
2.Parque Nacional do Limpopo (Área de Conservação Transfronteiriça) - Gaza
3.Corredor dos Parques Nacionais de Banhine, Zinave e Bazaruto- 4.Inhambane/Gaza
5.Reserva de Pomene- Inhambane
6.Costa Morrungulo - Inhambane
7.Vilanculos -Inhambane
8.Praia do Tofo - Inhambane
9.Cidade de Inhambane 
10.Arquipélago de Bazaruto - Inhambane
11.Parque Nacional de Gorongosa - Sofala
12.Reserva de Marromeu- Sofala 
13.Ilha de Moçambique- Nampula
14.Chocas Mar - Nampula
15.Pemba - Cabo Delgado
16.Ibo - Cabo Delgado
17.Lago Niassa- Niassa
18.Reserva do Niassa - Niassa

Razões para Visitar e Investir no Turismo em Moçambique

1. Uma loga costa tropical com praias limpas franjadas com palmeiras, um mar azulado e quente para nadar e mergulhar.

2. Vida citadina e noturna vibrante para desfrutar nas noites das Sextas-Feiras e Sábados nos hotéis, restaurantes e boites.

3. Construções cosmopolitas da arquitectura romântica e arabesca dos séc. XVI e XIX na Ilha de Moçambique e oportunidade única de acrescentar valores à história da sua própria vida numa ilha declarada pela UNESCO património mundial.

4. Pesca com redes nas antigas embarções árabes usadas na África Oriental para o tráfego de escravos.

5. Pesca desportiva e a vela no alto mar que atrai pescadores de todo o mundo à busa do marlin, barracuda, espardate entre outras espécies.

6. Movimento, animação e cor nos mercados com todo o tipo de cenários, sons e cheiro agradável duma economia em franca expansão.

7. Vibrante miscelânia cultural africana, lusitana e árabe que oferece ao País um ambiente tropical e mediterrânico.

8. Miscelância da gastronomia asiática, árabe, africana e lusitana.

9. Variada gama de pássaros no arquipélago de Bazaruto.

10. Bela vista área das Ilhas do Arquipélago de Bazaruto e arquipélago das Quirimbas.

11. Repouso e aventuras nas cidades costeiras de Vilanculos e Pemba.

12. Viagens da costa para no interior e vice-versa ao sabor da brisa marítima e do calor tropical.

13. Associação e alteração da pesca e da vida marinha com a caça e apreciação da vida selvagem nas coutadas, reservas e parques nacionais ao longo de todo o País.