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classe cuja capacidade de alojamento registou um aumento de 15,3% e 18,3%, respectivamente, entre 2000 e 2002.
Os Mercados e a Concorrência
O sector do Turismo e Hotelaria é um dos ramos da economia moçambicana em franco crescimento mas que enfrenta uma concorrência regional e internacional muito forte.
O maior concorrente na região tem sido a África do sul. Por razões de ordem política o Zimbabwe tem estado mal a todos os níveis da sua economia incluindo o próprio turismo, daí que a sua capacidade concorrencial tenha reduzido significativamente nos últimos dois anos.
Excluindo o mercado interno, em termos de mercados internacionais e por obra do destino, a África do Sul, o nosso principal concorrente é também o nosso principal cliente turístico:
- 70,9% de turistas de lazer vêm da África do Sul.
- A prática do turismo por motivos de negócio e de visita é liderada pelos britânicos e pelos portugueses numa proporção de 10,9% e 6,5%, respectivamente.
Em termos estruturais a proporção dos três tipos de turismo é de: 36% para o turismo de lazer; 44% de negócio e 20% para o de visitas.
Na prática, o turismo moçambicano nos últimos 2 anos contou com 3 mercados principais: África do Sul, Grã-Bretanha e Portugal, o que é muito exíguo para as potencialidades naturais e o caracter hospitaleiro que o País oferece.
Medidas Para o Incremento dos Índices de Crescimento do Turismo
- Facilitação da entrada de turistas através da concessão de vistos nas fronteiras.
- Promoção dos corredores de desenvolvimento com destaque para o Grande Parque Internacional do Limpopo (GPL).
- Revisão da Política e Estratégia da Política Nacional do Turismo.
- Integração das Áreas de Conservação no Turismo para a diversificação do produto turístico nacional com a inclusão dos elementos fauna e flora.
- Créditos com taxas de juro bonificadas a investidores privados no sector do turismo através do Fundo Nacional do Turismo.
- Nova legislação que encoraja bastante o investimento privado.
- Descentralização do sector através das Direcções Provinciais.
- Desenvolvimento de infra-estruturas direccionados aos pólos de desenvolvimento turístico.
- Criação da capacidade de formação em gestão hoteleira e turismo. Capacitação institucional.
Estágio e Atracção de Investimentos
Nos últimos 4 anos (1998-202) Moçambique tem registado oscilações no âmbito do Investimento. Entre 1998 e 1999 o número de projectos autorizados pelo governo estava registando um crescimento considerável. Passou de 209 em 1998 para 235 em 1999.
As cheias vieram afectar este crescimento: em 2002 apenas foram 127 projectos que totalizaram um valor global estimado em USD 1,5 biliões. Sendo 37% de IDE (Investimento Directo Estrangeiro) e 3% de IDN (Investimento Directo Nacional.
Globalmente isto indica claramente que a economia de moçambicana está aberta ao investimento estrangeiro. Moçambique faz parte dos TOP 10 Países africanos que beneficiaram da recuperação do fluxo da entrada do IDE que a nível global se registou a partir de 2001.
No sector do turismo (a industria do séc. XXI face à sua rentabilidade e que no panorama das economias africanas está mais ou menos acima dos 50% das indústrias consideradas de grande potencial entre 2002-2003) Moçambique tem estado a apostar seriamente na atracção de investimentos neste sector da sua economia.
A indústria de hotelaria e turismo faz parte dos primeiros 5 sectores da economia nacional no âmbito da distribuição sectorial do número de projectos de investimento aprovados em 2002 tendo totalizado USD 24.743.538,00 (1,65% do total de investimentos) resultando na criação de 110 novos postos de trabalho (1,17% do total).
O Investimento Directo Estrangeiro
Entre 2000 e 2002 de número de projectos e do volume o investimento turístico em Moçambique é liderado pela África do Sul, Grã-Bretanha e Portugal. Um panorama que tem a ver com as próprias lógicas dos principais mercados turísticos do País..
Num total de 11 projectos aprovados, a África do Sul investiu USD 14.916.637,00. Enquanto que a Grã-Bretanha drenou ao País USD 11.150.000,00 num total de 4 projectos contra os USD 8.757.382,00 resultantes de 7 projectos de Portugal.
Apostas do Investimento Público na Promoção do
Eco-turismo
- Fazer da Reserva do Niassa e do Parque das Quirimbas destinos turísticos primários a nível internacional.
- Desenvolver Nacala e a Ilha de Moçambique como grandes destinos do turismo cultural.
- Desenvolver os Parques Nacionais de Gorongosa, Limpopo e de Bazaruto em destino turísticos regionais de referência internacional.
Projectos de Investimento Turístico no Âmbito da Cooperação e Integração Regional
- Assentam essencialmente nas Áreas de Conservação Transfronteiriça (ACT's).
- Implementação oficial , a partir de 9 de Dezembro de 2002, do Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo (PTGL) entre Moçambique, África do Sul e Zimbabwe.
- O PTGL terá uma área de 99.000 m2. Passa a ser um dos maiores Parques Mundiais.
- Em Moçambique o parque vai incluir os parques Nacionais de Limpopo, Banhine e Zinave nas províncias de Gaza e Inhambane respectivamente. Construindo um corredor turístico do interior para as praias do Índico.
- O segundo maior projecto a nível regional é a construçào da Áreas Transfronteiriça de Lubombo (Moçambique, África do Sul e Swazilândia) no quadro do Projecto IDEL (Iniciativa de Desenvolvimento Espacial dos Libombos).
Pontos Fortes Para Investir no Produto Turístico Moçambicano
- Estabilidade política e militar.
- 2500Km de costa para o desenvolvimento de várias actividades ligadas ao sector turístico
- Ministério Dinâmico que Planifica e Executa as Políticas do Turismo.
- Companhia aérea que faz voos regulares para as capitais provinciais, Europa e Johannesburg.
- Companhia aérea de bandeira que tem acordos com outras companhias aéreas.
- Produtos turísticos originais por explorar
Potencial para o Investimento do Turismo no Plano Económico Global
- Projecto de Desenvolvimento do Corredor de Maputo que oferece grandes oportunidades para o aumento da capacidade de alojamento turístico e serviços similares e complementares. O projecto vai contribuir para uma maior atracção do mercado turístico regional.
- Projecto Integrado do Vale do Zambéze com elevado potencial turístico, principalmente para o desenvolvimento do eco-turismo ao longo do Rio Zambeze, na Reserva de Marromeu, na Reserva de Gilé e na Albufeira de Cahora Bassa;
- Promoção dos Corredores de Desenvolvimento de Nacala e de Ntwara os quais oferecem oportunidades para a implantação de hotéis, restaurantes e de outros serviços de turismo;
- Programa de revitalização das áreas de conservação que cria oportunidades para o desenvolvimento de safaris nas zonas centro e norte do país, com particular ênfase ao Parque Nacional de Gorongoza e zona norte da província de Cabo Delgado; e
- Criação de mecanismos que facilitem a livre circulação de pessoas entre os países da região, o que aumentará ao fluxo turístico vindo dos outros países para Moçambique.
Zonas Estratégias de Investimento Turístico
1.Zona costeira de Matutuine - Maputo
2.Parque Nacional do Limpopo (Área de Conservação Transfronteiriça) - Gaza
3.Corredor dos Parques Nacionais de Banhine, Zinave e Bazaruto- 4.Inhambane/Gaza
5.Reserva de Pomene- Inhambane
6.Costa Morrungulo - Inhambane
7.Vilanculos -Inhambane
8.Praia do Tofo - Inhambane
9.Cidade de Inhambane
10.Arquipélago de Bazaruto - Inhambane
11.Parque Nacional de Gorongosa - Sofala
12.Reserva de Marromeu- Sofala
13.Ilha de Moçambique- Nampula
14.Chocas Mar - Nampula
15.Pemba - Cabo Delgado
16.Ibo - Cabo Delgado
17.Lago Niassa- Niassa
18.Reserva do Niassa - Niassa
Razões para Visitar e
Investir no Turismo em Moçambique
1. Uma loga costa tropical com praias limpas franjadas com palmeiras, um mar azulado e quente para nadar e mergulhar.
2. Vida citadina e noturna vibrante para desfrutar nas noites das Sextas-Feiras e Sábados nos hotéis, restaurantes e boites.
3. Construções cosmopolitas da arquitectura romântica e arabesca dos séc. XVI e XIX na Ilha de Moçambique e oportunidade única de acrescentar valores à história da sua própria vida numa ilha declarada pela UNESCO património mundial.
4. Pesca com redes nas antigas embarções árabes usadas na África Oriental para o tráfego de escravos.
5. Pesca desportiva e a vela no alto mar que atrai pescadores de todo o mundo à busa do marlin, barracuda, espardate entre outras espécies.
6. Movimento, animação e cor nos mercados com todo o tipo de cenários, sons e cheiro agradável duma economia em franca expansão.
7. Vibrante miscelânia cultural africana, lusitana e árabe que oferece ao País um ambiente tropical e mediterrânico.
8. Miscelância da gastronomia asiática, árabe, africana e lusitana.
9. Variada gama de pássaros no arquipélago de Bazaruto.
10. Bela vista área das Ilhas do Arquipélago de Bazaruto e arquipélago das Quirimbas.
11. Repouso e aventuras nas cidades costeiras de Vilanculos e Pemba.
12. Viagens da costa para no interior e vice-versa ao sabor da brisa marítima e do calor tropical.
13. Associação e alteração da pesca e da vida marinha com a caça e apreciação da vida selvagem nas coutadas, reservas e parques nacionais ao longo de todo o País.
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