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Climatologia
Condicionantes Climatéricos
Norte: Regime de Monções
Sul: Influência de centros ciclónicos e anticiclónicos
Centro: Zona de Transição
Zonas Climatéricas
Tropical húmido: Norte do País e toda a zona costeira
Tropical seco: Interior - Sul e Província de Tete
Zonas climatéricas modificadas pela altitude -Certas áreas de Tete, Manica, Niassa.
Tropical Árido - Reduzida Área do interior de Gaza
Temperaturas
Época Seca (Maio -Setembro): 18, 3° C - 20,0°C
Época Chuvosa ((outubro - Abril): 26,7°C - 29,4°C
Orografia: 4 zonas distintas de elevação
Zona Litorânia - até 200 metros
Cobre 40% do País
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Envolve quase todo o Sul do rio Save, uma faixa ao longo da costa no sentido SW-NE e o prolongamento no trecho N-S do litoral.
Geologia: 2 Zonas principais
Zona de Terrenos Antigos(2/3 da área territorial): Norte do Save
Zona de Terrenos Recentes: faixa litoral, centro do País, orla costeira da região Norte.
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Zona de Planaltos Médios - 200 a
600 metros
Cobre 17% do País
Compreende: Planaltos dos Macondes (Cabo Delgado), regiões de Nampula,
Cheringoma e Chemba, dunas no interior de Inhambane, cadeia dos Libombos
a Sul
Zona Altiplanáltica - 600 a 1000 metros
Cobre cerca de 26%
Situa-se no interior, sobretudo na fronteira entre Manica e Sofala, nas
regiões de Maniamba, Malema e Ribaué
Zona montanhosa - Acima do 1000 metros
Representa 13 %
Zona da fronteira terrestre e ao longo da zona altiplanáltica
Pontos mais altos:
Maciço de Massururero na escarpa de Manica e Sofala -2436 metros
Picos Namuli na Cadeia Chire Namuli - 2419 metros
Serra de Gorongosa 2000 metros
Outras Elevações Relevantes
Cadeia do Libombos a Sul
Escarpa de Manica e Sofala (Espungabera, Chimanimani, vumba, Penhalonga,
Massussurero)
Planalto da Marávia -Angónia
Cadeia Chire- Namuli (Montes de Milange, Serras Chiperone e Murrumbula,
Picos Namuli e de Gurué)
Cadeia Maniamba-Amaramba (cordilheira Jéci, Montes da Metónia, Serra
Mitúmué)
Hidrografia
As águas escoam num sentido único par o ocenao Índico
A pluviosiodade no Norte e Centro do País origina muitos curso de água
O clima tropical do País faz variar constantemente o caudal dos rios que dão origem às cheias nos meses de Janeiro e Março.
A maioria dos rios não são navegáveis com grandes embarcações
Zambeze, Limpopo e Incomati e o rio dos Bons Sinais: únicos rios navegáveis em algumas dezenas de Kilómetros.
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Principais Rios
Zambeze - 820 Km
Rovuma - 650 Km
Lúrio - 605 Km
Mesalo- 530 km
Licungo- 336 Km
Save- 330 Km
Buzi- 320 Km
Maputo- 150 Km |
Resumo Histórico
Período Pré-colonial
Os primitivos povos de Moçambique eram bosquímanos caçadores e recolectores. As grandes migrações entre 200/300 DC dos povos Bantu de hábitos guerreiros e oriundos dos Grandes Lagos, forçaram a fuga destes povos primitivos para as regiões mais pobres em recursos.
Antes do séc. VII, foram estabelecidos Entrepostos comerciais pelos Suahil-árabes na costa para trocar produtos do interior, fundamentalmente ouro e marfim por artigos de várias origens.
Penetração Colonial
No final do séc. XV há uma penetração mercantil portuguesa, principalmente pela demanda de ouro destinado à aquisição das especiarias asiáticas.
Inicialmente, os Portugueses fixaram-se no litoral onde construíram as fortalezas de Sofala (1505), Ilha de Moçambique(1507). Só mais tarde através de processos de conquistas militares apoiadas pelas actividades missionárias e de comerciantes, penetraram para o interior onde estabelecerem algumas feitorias como a de Sena (1530), Quelimane (1544). O propósito, já não era o simples controlo do escoamento do ouro, mas sim de dominar o acesso às zonas produtoras do ouro. Esta fase da penetração mercantil é designada de fase de ouro. As outras duas últimas por fase de marfim e de escravos na medida em que os produtos mais procurados pelo mercantilismo eram exactamente o marfim e os escravos respectivamente. O escoamento destes produtos acabou sendo efectivado através do sistema de Prazos do vale do Zambeze que teriam constituído a primeira forma de colonização portuguesa em Moçambique. Os prazos eram uma espécie de feudos de mercadores portugueses que tinham ocupado uma porção de terra doada, comprada ou conquistada. A abolição do sistema prazeiro pelos decretos régios de 1832 e 1854 criou condições para a emergência dos Estados militares do vale do Zambeze que se dedicaram fundamental ao tráfego de escravos, mesmo após a abolição oficial da escravatura em 1836 e mais tarde em 1842. No contexto moçambicano as populações macúa-lómué foram as mais sacrificadas pela escravatura. Muitos deles foram exportadas para as ilhas Mascarenhas, Madagáscar, Zanzibar, Golfo Pérsico, Brasil e Cuba. Até cerca de 1850, Cuba constituía o principal mercado de escravos Zambezianos.
Com o advento da conferência de Berlim (1884/1885), Portugal foi forçado a realizar a ocupação efectiva do território moçambicano. Dada a incapacidade militar e financeira portuguesa, a alternativa encontrada foi o arrendamento da soberania e poderes de várias extensões territoriais a companhias majestáticas e arrendatárias. Companhia de Moçambique e a Companhia do Niassa são os exemplos típicos das companhias majestáticas. Companhia da Zambézia, Boror, Luabo, sociedade do Madal, Empresa agrícola do Lugela e a Sena Sugar Estates perfazem o exemplo des de companhias arrendatárias. O sistema de companhias foi usado no Norte do rio Save. E, estas dedicaram-se principalmente a uma economia de plantações e um pouco do tráfego de mão de obra para alguns Países vizinhos. O Sul do Rio Save (províncias de Inhambane, Gaza e Maputo) ficaram sob administração directa do Estado colonial. Nesta região do País foi desenvolvida basicamente uma economia de serviços assente na exportação da mão de obra para as minas sul-africanas e no transporte ferro-portuário via Porto de Maputo. Estada divisão económica regional explica a razão da actual simetria de desenvolvimento entre o Norte e o Sul do País.
A ocupação colonial não foi pacífica. Os moçambicanos impuseram sempre lutas de resistência com destaque para as resistências chefiadas por Mawewe, Musila, Ngungunhane, Komala, Kuphula, Marave, Molid-Volay e Mataca. Na prática a chamada pacificação de Moçambique pelos portugueses só se deu no já no séc. XX.
A Luta pele Independência
A opressão secular e o colonial fascismo português acabaria por obrigar o Povo moçambicano a pegar em armas e lutar pela independência. A luta de libertação Nacional, foi dirigida pela FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique). Esta organização, foi fundada em 1962 através da fusão de 3 movimentos constituído no exilo, nomeadamente, a UDENAMO (União Nacional Democrática de Moçambique), MANU (Mozambique African National Union) e a UNAMI (União Nacional de Moçambique Independente). Dirigida por Eduardo Chivambo Mondlane, a FRELIMO iniciou com a luta de libertação Nacional a 25 de Setembro de 1964 no posto administrativo de Chai na província de Cabo Delgado. O primeiro presidente da FRELIMO, Eduardo Mondlane, acabaria por morrera assassinado a 3 de Fevereiro de 1969. A ele sucedeu Samora Moisés Machel que proclamou a independência do País a 25 de junho de 1975. Machel que acabou morrendo num acidente aéreo, ainda por explicar, em M'buzini, vizinha África do Sul acabou sendo sucedido pelo actual presidente da República, Joaquim Alberto Chissano.
A partir do início dos anos `80, o País viveu num conflito armado dirigido pela RENAMO (Resistência Nacional de Moçambique) apoiada pela regime sul africano do Apartheid. O conflito que ceifou muitas vidas e destrui muitas infra-estruturas económicas só terminaria em 1992 com a assinatura dos Acordos Gerais de Paz entre a FRELIMO e a RENAMO. Em 1994 o País realizou as suas primeiras eleições multipartidárias ganhas pela FRELIMO que voltou a ganhar as segundas realizadas em 2000. Em Outubro de 2004, o País vai realizar as suas terceiras eleições multipartidárias.
Economia
Moçambique independente herdou uma estrutura económica colonial caracterizada por uma assimetria entre o Norte e o Sul do País e entre o campo e a cidade. O Sul mais desenvolvido que o Norte e a cidade mais desenvolvida que o campo. A ausência duma integração económica e a opressão extrema da mão de obra constituíam as características mais dominantes dessa assimetria.
A estratégia de desenvolvimento formulada para inverter esta assimetria apostou numa economia socialista centralmente planificada. No entanto, as conjunturas regional e internacional desfavoráveis, as calamidades naturais e um conflito militar interno de 16 anos inviabilizaram a estratégia. O endividamento externo (cerca de 5,5 biliões em 1995) obrigou o País a uma mudança radical para uma estratégia de desenvolvimento do mercado filiando-se nas Instituições de Bretton Woods e a consequente adoptação dum Programa de Ajustamento Estrutural, a partir de 1987. Desde então, o País tem estado a registar um notável crescimento económico. O Produto Interno Bruto (PIB) tem estado a crescer numa média acima de 7-8% ao ano, chegando mesmo a atingir níveis de 2 dígitos. A inflação está abaixo de 10%. A tendência é mantê-la em um dígito. Em termos monetários, Moçambique possui um dos regimes cambiais mais liberalizados de África. Os parceiros comerciais externos têm motivos suficientes para inspirarem uma grande confiança pelo País face à capacidade que as autoridades monetárias têm conseguido manter volumes adequados de meios de pagamento sobre o exterior. As reservas externas do Banco Central têm estado a situar-se acima dos seis meses de importação de bens e serviços.
O Estado, através da execução da sua política orçamental regula e dinamiza as áreas sócio-económicas mais importantes e cria um bom ambiente de negócios muito favorável ao desenvolvimento da iniciativa privada. As reformas jurídicas no âmbito da legislação financeira, fiscal, laboral, comercial e da terra levadas acabo pelo Governo contribuem significativamente para fortalecer esse bom ambiente com a respectiva atracção do investimento privado nacional e externo.
O potencial económico do País para a atracção de investimentos na agro-industria, agricultura, turismo, pesca e mineração é enorme. Projectos como o da Mozal, Barragem de Cahora Bassa, Corredores Ferro-Portuários e Complexos Turísticos ao longo de todo o País têm contribuído significativamente para colocar Moçambique na rota dos grandes investimentos regional e internacional.
Apesar do notável crescimento económico que o País vem registando, muitos moçambicanos continuam vivendo abaixo da linha da pobreza. O combate à pobreza absoluta constitui uma das grandes prioridades do Governo para o quinquénio 2001-2005. Para o efeito foi traçado um Plano de Acção da Redução da Pobreza Absoluta (PARPA) visando essencialmente transformar a dívida externa num instrumento de promoção de desenvolvimento económico e social do País.
População de
Moçambique
Origem : Bantu
- População Total: 16.840.654 (1999)
- População masculina: 8.083.085 (48%)
- População feminina: 8.757.569 (52%)
População por Província
|
Província
|
População
Total
|
Homens
|
Mulheres
|
%/País
|
|
Zambézia
|
3.240.576
|
1.570.491
|
1.670.08
|
19,2
|
|
Nampula
|
3.196.472
|
1.589.608
|
1.606.864
|
19,0
|
|
Sofala
|
1.424.378
|
693.724
|
730.654
|
8,5
|
|
C.
Delgado
|
1.436.496
|
695.697
|
740.809
|
8,5
|
|
Tete
|
1.256.237
|
603.277
|
652.960
|
7,636
|
|
Inhambane
|
1.222.219
|
539.060
|
683.159
|
7,3
|
|
Manica
|
1.103.857
|
528.980
|
574.877
|
6,6
|
|
Gaza
|
1.173.337
|
505.425
|
663.912
|
6,9
|
|
Maputo
|
1.896.597
|
916.166
|
980.431
|
11,2
|
|
Niassa
|
848.889
|
416.138
|
432.751
|
5,0
|
Grupos Étnicos
|
Povos
Matrilineares
|
Povos
Patrilineares
|
Simbiose
dos dois povos
|
|
Yao
|
Shona
|
Chuabo
|
|
Maconde
|
Tsonga
|
Sena
|
|
Macua
|
Chopi
|
Nyungue
(vale do Zambeze)
|
|
Lómué
|
Bitonga
|
Mwani
(zona costeira de influência islâmica)
|
|
Chewa
|
Nguni
|
Maelos
(zona costeira de influêncai islâmica)
|
|
Nyanja
|
- |
- |
|
Nsena
|
- |
- |
|
Pimbine
|
- |
- |
Línguas
Línguas
Nacionais
|
Línguas
|
Falantes
(%)
|
Províncias
|
|
Macua
|
27,7
|
Nampula/Delgado/Niassa
|
|
Changana
|
12,4
|
Gaza/Maputo
Província/ Maputo cidade
|
|
Sena
|
9,3
|
Manica/Sofala/Tete/Zambézia
|
|
Lomwe
|
7,8
|
Zambézia
|
|
Shona
|
6,5
|
Manica/Sofala
|
|
Tswa
|
5,9
|
Inhambane/
|
|
Chuabo
|
5,7
|
Sofala/Zambézia
|
|
Ronga
|
3,6
|
Maputo
província/Maputo Cidade
|
|
Marandje
|
3,4
|
Zambézia
|
|
Nyanja
|
3,3
|
Niassa/Tete
|
|
Chope
|
2,8
|
Gaza/Inhambane/
|
|
Mwani
|
2,8
|
C.
Delgado
|
|
Nyungwe
|
2,2
|
Manica/Tete
|
|
Maconde
|
1,9
|
C.
Delgado
|
|
Bitonga
|
1,9
|
Inhambane
|
|
Yao
|
1,9
|
Niassa
|
Religião
-
Cristianismo:
Catolicismo e protestantismo (30%)
-
Islamismo:
Norte do País (20%)
-
Cultos
tradicionais: (50%)
TOP |